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Se há álbuns que merecem o estatuto de lenda, cult classic, melhor de sempre, imbatível ou qualquer outra descrição que os metam acima da média, o LP homónimo de Bad Brains é, sem dúvida, um deles. Quarteto de Washington D.C., no âmago do movimento punk da cidade, Bad Brains diferenciaram-se não só por uma energia delirante ao vivo - com o vocalista H.R., em particular, de moção ininterrupta, exibindo mortais, danças espasmódicas, entre outras sobrecargas energéticas - como por uma fusão estilística ímpar. Formados em jazz (o quarteto, antes de ingressar em BB, tocava jazz-fusão sob o nome Mind Power), distinguiram-se, à altura, da cena mais ou menos homogénea que era o punk, que só se fundia com estilos mais ou menos irmãos - pensemos, obviamente, em toda a tendência de um hardcore mais metálico, influenciado por Slayer, a sair do âmago dos 80s. Mas quem tinha pensado que Reggae e Punk fariam sentido no mesmo disco? Fora os temas clássicos de Punk, de carga lírica e política desenfreada e com uma demonstração de força e velocidade sem precedentes ("Pay to Cum", "Sailin On", "Banned in D.C:" apenas como alguns exemplos de BPMs impossíveis), os três temas de Reggae, aqui, são dos mais psicadélicos e envolventes de que temos memória num disco americano. A intenção? Não só a divulgação das mensagens de Jah, como uma espécie de analgésico, ou coordenadas espirituais no meio do frenesim de batalha que é o primeiro disco de Bad Brains. Um dedo do meio aos órgãos políticos e seus agentes, as mensagens especificamente destinadas ao establishment americano envelheceram como vinho. Pura raiva controlada, direccionada, precisa, com igual incisão instrumental e com técnica suficiente (os shreds de Dr. Know são quase inverosímeis) para impressionar até um snob. Bad Brains conseguiram mesmo criar um dos mais desafiantes, ousados e diferenciados discos de punk, colado à génese da vertente mais agressiva, até à data, do estilo. Palavras para quê? Ouvir para crer.

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Se há álbuns que merecem o estatuto de lenda, cult classic, melhor de sempre, imbatível ou qualquer outra descrição que os metam acima da média, o LP homónimo de Bad Brains é, sem dúvida, um deles. Quarteto de Washington D.C., no âmago do movimento punk da cidade, Bad Brains diferenciaram-se não só por uma energia delirante ao vivo - com o vocalista H.R., em particular, de moção ininterrupta, exibindo mortais, danças espasmódicas, entre outras sobrecargas energéticas - como por uma fusão estilística ímpar. Formados em jazz (o quarteto, antes de ingressar em BB, tocava jazz-fusão sob o nome Mind Power), distinguiram-se, à altura, da cena mais ou menos homogénea que era o punk, que só se fundia com estilos mais ou menos irmãos - pensemos, obviamente, em toda a tendência de um hardcore mais metálico, influenciado por Slayer, a sair do âmago dos 80s. Mas quem tinha pensado que Reggae e Punk fariam sentido no mesmo disco? Fora os temas clássicos de Punk, de carga lírica e política desenfreada e com uma demonstração de força e velocidade sem precedentes ("Pay to Cum", "Sailin On", "Banned in D.C:" apenas como alguns exemplos de BPMs impossíveis), os três temas de Reggae, aqui, são dos mais psicadélicos e envolventes de que temos memória num disco americano. A intenção? Não só a divulgação das mensagens de Jah, como uma espécie de analgésico, ou coordenadas espirituais no meio do frenesim de batalha que é o primeiro disco de Bad Brains. Um dedo do meio aos órgãos políticos e seus agentes, as mensagens especificamente destinadas ao establishment americano envelheceram como vinho. Pura raiva controlada, direccionada, precisa, com igual incisão instrumental e com técnica suficiente (os shreds de Dr. Know são quase inverosímeis) para impressionar até um snob. Bad Brains conseguiram mesmo criar um dos mais desafiantes, ousados e diferenciados discos de punk, colado à génese da vertente mais agressiva, até à data, do estilo. Palavras para quê? Ouvir para crer.

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Se há álbuns que merecem o estatuto de lenda, cult classic, melhor de sempre, imbatível ou qualquer outra descrição que os metam acima da média, o LP homónimo de Bad Brains é, sem dúvida, um deles. Quarteto de Washington D.C., no âmago do movimento punk da cidade, Bad Brains diferenciaram-se não só por uma energia delirante ao vivo - com o vocalista H.R., em particular, de moção ininterrupta, exibindo mortais, danças espasmódicas, entre outras sobrecargas energéticas - como por uma fusão estilística ímpar. Formados em jazz (o quarteto, antes de ingressar em BB, tocava jazz-fusão sob o nome Mind Power), distinguiram-se, à altura, da cena mais ou menos homogénea que era o punk, que só se fundia com estilos mais ou menos irmãos - pensemos, obviamente, em toda a tendência de um hardcore mais metálico, influenciado por Slayer, a sair do âmago dos 80s. Mas quem tinha pensado que Reggae e Punk fariam sentido no mesmo disco? Fora os temas clássicos de Punk, de carga lírica e política desenfreada e com uma demonstração de força e velocidade sem precedentes ("Pay to Cum", "Sailin On", "Banned in D.C:" apenas como alguns exemplos de BPMs impossíveis), os três temas de Reggae, aqui, são dos mais psicadélicos e envolventes de que temos memória num disco americano. A intenção? Não só a divulgação das mensagens de Jah, como uma espécie de analgésico, ou coordenadas espirituais no meio do frenesim de batalha que é o primeiro disco de Bad Brains. Um dedo do meio aos órgãos políticos e seus agentes, as mensagens especificamente destinadas ao establishment americano envelheceram como vinho. Pura raiva controlada, direccionada, precisa, com igual incisão instrumental e com técnica suficiente (os shreds de Dr. Know são quase inverosímeis) para impressionar até um snob. Bad Brains conseguiram mesmo criar um dos mais desafiantes, ousados e diferenciados discos de punk, colado à génese da vertente mais agressiva, até à data, do estilo. Palavras para quê? Ouvir para crer.

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