
Diagonals
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Jamie Hodge, Banquet ou Born Under a Rhyming Planet, de Chicago. TrĂȘs nomes de uma das primeiras descobertas de Richie Hawtin para a sua - na altura - recĂ©m-fundada Plus 8. Em 1993, sob o nome Born Under a Rhyming Planet, Jamie Hodge estreava-se com "Digital:Hell / Analog:Heaven", trigĂ©simo lançamento na editora, techno atmosfĂ©rico, sideral, cibernĂ©tico, influenciado pela aura sci-fi do techno inglĂȘs. Em "Diagonals", disco compilado a dedo pelos Demdike Stare, foram escolhidas faixas que evidenciam a faceta mais jazzĂstica do produtor. HĂĄ exemplos Ăłbvios do impĂ©to do swing do jazz aplicado a mĂșsica electrĂłnica, nomeadamente "Menthol" e "Fete", que conduzem os ritmos habituais dos hi-hats dos bateristas de jazz por cima de linhas sintĂ©ticas flutuantes, estranhas ao ouvido terreno. A mĂșsica, tocada e sequenciada somente atravĂ©s de mĂĄquinas, surpreende pela sua qualidade orgĂąnica, verosĂmil, fazendo-nos por vezes esquecer de que nĂŁo estamos a ouvir bateristas ou teclistas em acção, mas sim um conjunto de mĂĄquinas prĂ©-programadas a cumprirem o seu dever. "Trampoline" Ă© um paradigmĂĄtico exemplo de um exercĂcio de melodia abstracta, causando uma estranheza intrigante no ouvinte, de cadĂȘncia lenta o suficiente para o ritmo amorfo começar a embalar, qual banda sonora para a exploração astral no negrume do espaço. Fora o jazz, hĂĄ faixas que funcionarĂŁo nas pistas de dança de mente mais aberta, como "Hyperreal", surpreendente exercĂcio de Techno/Electro planante, com bonitos acordes que remontam para a Motor City. "Diagonals" revela-se como um esforço para lembrar perpetuamente este importante trabalho de cruzamento de referĂȘncias, provando que Ă© possĂvel, de forma eficiente, ligar os pontos entre dois gĂ©neros Ă priori tĂŁo distintos.
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Jamie Hodge, Banquet ou Born Under a Rhyming Planet, de Chicago. TrĂȘs nomes de uma das primeiras descobertas de Richie Hawtin para a sua - na altura - recĂ©m-fundada Plus 8. Em 1993, sob o nome Born Under a Rhyming Planet, Jamie Hodge estreava-se com "Digital:Hell / Analog:Heaven", trigĂ©simo lançamento na editora, techno atmosfĂ©rico, sideral, cibernĂ©tico, influenciado pela aura sci-fi do techno inglĂȘs. Em "Diagonals", disco compilado a dedo pelos Demdike Stare, foram escolhidas faixas que evidenciam a faceta mais jazzĂstica do produtor. HĂĄ exemplos Ăłbvios do impĂ©to do swing do jazz aplicado a mĂșsica electrĂłnica, nomeadamente "Menthol" e "Fete", que conduzem os ritmos habituais dos hi-hats dos bateristas de jazz por cima de linhas sintĂ©ticas flutuantes, estranhas ao ouvido terreno. A mĂșsica, tocada e sequenciada somente atravĂ©s de mĂĄquinas, surpreende pela sua qualidade orgĂąnica, verosĂmil, fazendo-nos por vezes esquecer de que nĂŁo estamos a ouvir bateristas ou teclistas em acção, mas sim um conjunto de mĂĄquinas prĂ©-programadas a cumprirem o seu dever. "Trampoline" Ă© um paradigmĂĄtico exemplo de um exercĂcio de melodia abstracta, causando uma estranheza intrigante no ouvinte, de cadĂȘncia lenta o suficiente para o ritmo amorfo começar a embalar, qual banda sonora para a exploração astral no negrume do espaço. Fora o jazz, hĂĄ faixas que funcionarĂŁo nas pistas de dança de mente mais aberta, como "Hyperreal", surpreendente exercĂcio de Techno/Electro planante, com bonitos acordes que remontam para a Motor City. "Diagonals" revela-se como um esforço para lembrar perpetuamente este importante trabalho de cruzamento de referĂȘncias, provando que Ă© possĂvel, de forma eficiente, ligar os pontos entre dois gĂ©neros Ă priori tĂŁo distintos.
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Jamie Hodge, Banquet ou Born Under a Rhyming Planet, de Chicago. TrĂȘs nomes de uma das primeiras descobertas de Richie Hawtin para a sua - na altura - recĂ©m-fundada Plus 8. Em 1993, sob o nome Born Under a Rhyming Planet, Jamie Hodge estreava-se com "Digital:Hell / Analog:Heaven", trigĂ©simo lançamento na editora, techno atmosfĂ©rico, sideral, cibernĂ©tico, influenciado pela aura sci-fi do techno inglĂȘs. Em "Diagonals", disco compilado a dedo pelos Demdike Stare, foram escolhidas faixas que evidenciam a faceta mais jazzĂstica do produtor. HĂĄ exemplos Ăłbvios do impĂ©to do swing do jazz aplicado a mĂșsica electrĂłnica, nomeadamente "Menthol" e "Fete", que conduzem os ritmos habituais dos hi-hats dos bateristas de jazz por cima de linhas sintĂ©ticas flutuantes, estranhas ao ouvido terreno. A mĂșsica, tocada e sequenciada somente atravĂ©s de mĂĄquinas, surpreende pela sua qualidade orgĂąnica, verosĂmil, fazendo-nos por vezes esquecer de que nĂŁo estamos a ouvir bateristas ou teclistas em acção, mas sim um conjunto de mĂĄquinas prĂ©-programadas a cumprirem o seu dever. "Trampoline" Ă© um paradigmĂĄtico exemplo de um exercĂcio de melodia abstracta, causando uma estranheza intrigante no ouvinte, de cadĂȘncia lenta o suficiente para o ritmo amorfo começar a embalar, qual banda sonora para a exploração astral no negrume do espaço. Fora o jazz, hĂĄ faixas que funcionarĂŁo nas pistas de dança de mente mais aberta, como "Hyperreal", surpreendente exercĂcio de Techno/Electro planante, com bonitos acordes que remontam para a Motor City. "Diagonals" revela-se como um esforço para lembrar perpetuamente este importante trabalho de cruzamento de referĂȘncias, provando que Ă© possĂvel, de forma eficiente, ligar os pontos entre dois gĂ©neros Ă priori tĂŁo distintos.











