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Kamana
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Special Edition With 7".

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De tempos a tempos há obras assim. O espanhol Carlos Casas anda há mais de uma década a criar documentos sonoros via Field Recordings entre a pura documentação, a natureza dos sons e formas de como tornar estes sons acessíveis a uma vasta audiência, enquanto, em simultâneo, contam uma história. Na carta de intenções de "Kamana" a mensagem do artista é clara: "Foi concebido para ser acessível a todos e uma forma de todas as pessoas ouvirem e perceberem esta comunidade." Casas refere-se aos Aeta, uma tribo indígena de Zambales, nas Filipinas, que vive da caça de morcegos e porcos selvagens. "Kamana" expande-se por vários formatos, a maioria acessíveis a quem compra qualquer uma das edições. Há a versão em vinil, que pega em sons e trabalha-os em função de uma construção musical; há o CD que expande essa ideia em 67 minutos de uma mix lindíssima; um 7" com uma entrevista a um caçador de morcegos (exclusivo da edição especial); e material digital com as gravações em estado puro (um deleite, muitíssimo bem gravado). A obra total faz-se sentir como um novo mundo, os sons que Casas mostra, a base por onde construiu e o que construiu ouvem-se como algo de essencial - de essência -, de matéria-prima para se partir para uma realidade inteira que apenas podemos sentir pelos ouvidos. Torna-se bravo a forma como reconstrói o que ouviu e viu e processa os sons para um formato canção. "Pugot Pugot", o primeiro tema do LP, tem um ritmo avassalador, que cria uma falsa sensação de explosão durante minutos. "Panilan" segue os mesmos princípios e constrói techno primal. A ideia de "construção" é constante em "Kamana", pela forma como se edifica a partir de um ponto de partida - Field Recordings - e acumula sons cheios de imagens e vida, que por mais processados que estejam, reportam à origem. Daí tornar-se essencial, depois de ouvidos o LP e o CD, passar pelo digital - a base - de "Kamana" e ouvir parte daquilo que motivou Carlos Casas a criar uma obra belíssima, com um sabor infinito. O próprio descreve tudo como exorcismo sónico. Aproxima-se disso. Uma experiência, que não é para toda a gente, mas é para toda a gente. Absolutamente imperdível. Um dos discos do ano.

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De tempos a tempos há obras assim. O espanhol Carlos Casas anda há mais de uma década a criar documentos sonoros via Field Recordings entre a pura documentação, a natureza dos sons e formas de como tornar estes sons acessíveis a uma vasta audiência, enquanto, em simultâneo, contam uma história. Na carta de intenções de "Kamana" a mensagem do artista é clara: "Foi concebido para ser acessível a todos e uma forma de todas as pessoas ouvirem e perceberem esta comunidade." Casas refere-se aos Aeta, uma tribo indígena de Zambales, nas Filipinas, que vive da caça de morcegos e porcos selvagens. "Kamana" expande-se por vários formatos, a maioria acessíveis a quem compra qualquer uma das edições. Há a versão em vinil, que pega em sons e trabalha-os em função de uma construção musical; há o CD que expande essa ideia em 67 minutos de uma mix lindíssima; um 7" com uma entrevista a um caçador de morcegos (exclusivo da edição especial); e material digital com as gravações em estado puro (um deleite, muitíssimo bem gravado). A obra total faz-se sentir como um novo mundo, os sons que Casas mostra, a base por onde construiu e o que construiu ouvem-se como algo de essencial - de essência -, de matéria-prima para se partir para uma realidade inteira que apenas podemos sentir pelos ouvidos. Torna-se bravo a forma como reconstrói o que ouviu e viu e processa os sons para um formato canção. "Pugot Pugot", o primeiro tema do LP, tem um ritmo avassalador, que cria uma falsa sensação de explosão durante minutos. "Panilan" segue os mesmos princípios e constrói techno primal. A ideia de "construção" é constante em "Kamana", pela forma como se edifica a partir de um ponto de partida - Field Recordings - e acumula sons cheios de imagens e vida, que por mais processados que estejam, reportam à origem. Daí tornar-se essencial, depois de ouvidos o LP e o CD, passar pelo digital - a base - de "Kamana" e ouvir parte daquilo que motivou Carlos Casas a criar uma obra belíssima, com um sabor infinito. O próprio descreve tudo como exorcismo sónico. Aproxima-se disso. Uma experiência, que não é para toda a gente, mas é para toda a gente. Absolutamente imperdível. Um dos discos do ano.

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De tempos a tempos há obras assim. O espanhol Carlos Casas anda há mais de uma década a criar documentos sonoros via Field Recordings entre a pura documentação, a natureza dos sons e formas de como tornar estes sons acessíveis a uma vasta audiência, enquanto, em simultâneo, contam uma história. Na carta de intenções de "Kamana" a mensagem do artista é clara: "Foi concebido para ser acessível a todos e uma forma de todas as pessoas ouvirem e perceberem esta comunidade." Casas refere-se aos Aeta, uma tribo indígena de Zambales, nas Filipinas, que vive da caça de morcegos e porcos selvagens. "Kamana" expande-se por vários formatos, a maioria acessíveis a quem compra qualquer uma das edições. Há a versão em vinil, que pega em sons e trabalha-os em função de uma construção musical; há o CD que expande essa ideia em 67 minutos de uma mix lindíssima; um 7" com uma entrevista a um caçador de morcegos (exclusivo da edição especial); e material digital com as gravações em estado puro (um deleite, muitíssimo bem gravado). A obra total faz-se sentir como um novo mundo, os sons que Casas mostra, a base por onde construiu e o que construiu ouvem-se como algo de essencial - de essência -, de matéria-prima para se partir para uma realidade inteira que apenas podemos sentir pelos ouvidos. Torna-se bravo a forma como reconstrói o que ouviu e viu e processa os sons para um formato canção. "Pugot Pugot", o primeiro tema do LP, tem um ritmo avassalador, que cria uma falsa sensação de explosão durante minutos. "Panilan" segue os mesmos princípios e constrói techno primal. A ideia de "construção" é constante em "Kamana", pela forma como se edifica a partir de um ponto de partida - Field Recordings - e acumula sons cheios de imagens e vida, que por mais processados que estejam, reportam à origem. Daí tornar-se essencial, depois de ouvidos o LP e o CD, passar pelo digital - a base - de "Kamana" e ouvir parte daquilo que motivou Carlos Casas a criar uma obra belíssima, com um sabor infinito. O próprio descreve tudo como exorcismo sónico. Aproxima-se disso. Uma experiência, que não é para toda a gente, mas é para toda a gente. Absolutamente imperdível. Um dos discos do ano.

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