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Roll Over: Adeus Anos 70
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Roll Over: Adeus Anos 70

Roll Over: Adeus Anos 70

soft cover, 106 pp, 24,2 x 17,2 cm.

Neste livro pode espreitar-se o que acontecia em certos locais pĂșblicos mas sobretudo em casas privadas no contexto do exercĂ­cio de liberdade hedonista. Soltas as amarras do Antigo Regime apĂłs o 25 de Abril de 1974, sentiu-se em vĂĄrios quadrantes da sociedade nĂŁo apenas a possibilidade recĂ©m-adquirida, tambĂ©m o desejo, mesmo a necessidade de festejar, usufruir, experimentar em conjunto opçÔes de diversĂŁo atĂ© entĂŁo mal vistas e atĂ© proibidas. Concertos, festas, performance, tertĂșlias nos anos pĂłs-PREC imediatamente anteriores Ă  dĂ©cada de 1980, tudo simbolizado num Ășnico sĂł desses acontecimentos: a festa "Adeus Anos 70" realizada n'Os Alunos de Apolo em Dezembro de 1979 e Ă  qual este livro pede emprestado o subtĂ­tulo. As fotografias assumem a perspectiva participativa de quem de facto viveu os eventos por dentro, como foi o caso de JosĂ© Paulo Ferro, amigo e conhecido de vĂĄrios fotografados e entĂŁo estudante na ESBAL. Reconhecem-se alguns rostos pĂșblicos como AntĂłnio Amaral Pais, Miguel Sousa Tavares, ZĂ© Pedro (Xutos), Pedro Ayres MagalhĂŁes, Leonaldo de Almeida (FrĂĄgil, Lux) e parte do nĂșcleo que mais tarde, de uma ou outra forma, se envolveu no projecto da loja ClichĂ©: JoĂŁo Nogueira, Vera e Bernardo Futscher, Madalena Pinto Leite. As fotos (em preto-e-branco) mostram vida e cultura num perĂ­odo de enormes convulsĂ”es polĂ­ticas e sociais em Portugal. VĂĄrias destas casas que albergavam festas pertenciam a boas famĂ­lias fugidas para o Brasil e que, perante a ameaça de ocupação sumĂĄria, preferiram arrendĂĄ-las a grupos de pessoas que, em princĂ­pio, alguĂ©m da famĂ­lia conhecia. Abertas as portas, muito acontecia que nĂŁo seria aprovado por mentes conservadoras. Antes do FrĂĄgil, Rock House, Rock Rendez Vous, antes de o Bairro Alto existir como local de movida, eram estas movimentaçÔes que geravam laços, confiança, proporcionavam experiĂȘncias e motorizavam ideias.



"Roll Over fica como um retrato de uma Ă©poca que ainda estĂĄ (em certa medida estava) por fazer e que sem dĂșvida gerarĂĄ outros que o completem; numa Ă©poca em que a imagem digital faz desaparecer a importĂąncia da fotografia e do snapshot pela imensidĂŁo de imagens que se podem gerar em cada segundo, este Ă© um arquivo valioso para a memĂłria destes anos e que complementa qualquer histĂłria do “rock portuguĂȘs”. Mas Ă©-o sobretudo pelo estilo de aproximação, pela forma como sublinha a cena em detrimento do personagem individual que nela se destaca, o acto, em detrimento da pose, a dinĂąmica literal em detrimento do esteticismo." ([Margarida Medeiros]
"Isto Ă© certamente fotografia tribal. Havia entĂŁo outras tribos, com outras marcas identitĂĄrias. NĂłs – o JosĂ© Paulo, eu tambĂ©m – fazĂ­amos parte desta tribo. Mas nunca pensĂĄmos na publicação destas fotografias “escondidas” (conhecidas de poucos e quase todas inĂ©ditas) para alimentar o mercado da nostalgia e do narcisismo. Por mim, tento vĂȘ-las na sua dupla essĂȘncia: valiosos documentos sociolĂłgicos e espĂ©cimes da nobre arte da foto-reportagem." [JoĂŁo de Menezes-Ferreira]

$7.42

Original: $21.19

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soft cover, 106 pp, 24,2 x 17,2 cm.

Neste livro pode espreitar-se o que acontecia em certos locais pĂșblicos mas sobretudo em casas privadas no contexto do exercĂ­cio de liberdade hedonista. Soltas as amarras do Antigo Regime apĂłs o 25 de Abril de 1974, sentiu-se em vĂĄrios quadrantes da sociedade nĂŁo apenas a possibilidade recĂ©m-adquirida, tambĂ©m o desejo, mesmo a necessidade de festejar, usufruir, experimentar em conjunto opçÔes de diversĂŁo atĂ© entĂŁo mal vistas e atĂ© proibidas. Concertos, festas, performance, tertĂșlias nos anos pĂłs-PREC imediatamente anteriores Ă  dĂ©cada de 1980, tudo simbolizado num Ășnico sĂł desses acontecimentos: a festa "Adeus Anos 70" realizada n'Os Alunos de Apolo em Dezembro de 1979 e Ă  qual este livro pede emprestado o subtĂ­tulo. As fotografias assumem a perspectiva participativa de quem de facto viveu os eventos por dentro, como foi o caso de JosĂ© Paulo Ferro, amigo e conhecido de vĂĄrios fotografados e entĂŁo estudante na ESBAL. Reconhecem-se alguns rostos pĂșblicos como AntĂłnio Amaral Pais, Miguel Sousa Tavares, ZĂ© Pedro (Xutos), Pedro Ayres MagalhĂŁes, Leonaldo de Almeida (FrĂĄgil, Lux) e parte do nĂșcleo que mais tarde, de uma ou outra forma, se envolveu no projecto da loja ClichĂ©: JoĂŁo Nogueira, Vera e Bernardo Futscher, Madalena Pinto Leite. As fotos (em preto-e-branco) mostram vida e cultura num perĂ­odo de enormes convulsĂ”es polĂ­ticas e sociais em Portugal. VĂĄrias destas casas que albergavam festas pertenciam a boas famĂ­lias fugidas para o Brasil e que, perante a ameaça de ocupação sumĂĄria, preferiram arrendĂĄ-las a grupos de pessoas que, em princĂ­pio, alguĂ©m da famĂ­lia conhecia. Abertas as portas, muito acontecia que nĂŁo seria aprovado por mentes conservadoras. Antes do FrĂĄgil, Rock House, Rock Rendez Vous, antes de o Bairro Alto existir como local de movida, eram estas movimentaçÔes que geravam laços, confiança, proporcionavam experiĂȘncias e motorizavam ideias.



"Roll Over fica como um retrato de uma Ă©poca que ainda estĂĄ (em certa medida estava) por fazer e que sem dĂșvida gerarĂĄ outros que o completem; numa Ă©poca em que a imagem digital faz desaparecer a importĂąncia da fotografia e do snapshot pela imensidĂŁo de imagens que se podem gerar em cada segundo, este Ă© um arquivo valioso para a memĂłria destes anos e que complementa qualquer histĂłria do “rock portuguĂȘs”. Mas Ă©-o sobretudo pelo estilo de aproximação, pela forma como sublinha a cena em detrimento do personagem individual que nela se destaca, o acto, em detrimento da pose, a dinĂąmica literal em detrimento do esteticismo." ([Margarida Medeiros]
"Isto Ă© certamente fotografia tribal. Havia entĂŁo outras tribos, com outras marcas identitĂĄrias. NĂłs – o JosĂ© Paulo, eu tambĂ©m – fazĂ­amos parte desta tribo. Mas nunca pensĂĄmos na publicação destas fotografias “escondidas” (conhecidas de poucos e quase todas inĂ©ditas) para alimentar o mercado da nostalgia e do narcisismo. Por mim, tento vĂȘ-las na sua dupla essĂȘncia: valiosos documentos sociolĂłgicos e espĂ©cimes da nobre arte da foto-reportagem." [JoĂŁo de Menezes-Ferreira]

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soft cover, 106 pp, 24,2 x 17,2 cm.

Neste livro pode espreitar-se o que acontecia em certos locais pĂșblicos mas sobretudo em casas privadas no contexto do exercĂ­cio de liberdade hedonista. Soltas as amarras do Antigo Regime apĂłs o 25 de Abril de 1974, sentiu-se em vĂĄrios quadrantes da sociedade nĂŁo apenas a possibilidade recĂ©m-adquirida, tambĂ©m o desejo, mesmo a necessidade de festejar, usufruir, experimentar em conjunto opçÔes de diversĂŁo atĂ© entĂŁo mal vistas e atĂ© proibidas. Concertos, festas, performance, tertĂșlias nos anos pĂłs-PREC imediatamente anteriores Ă  dĂ©cada de 1980, tudo simbolizado num Ășnico sĂł desses acontecimentos: a festa "Adeus Anos 70" realizada n'Os Alunos de Apolo em Dezembro de 1979 e Ă  qual este livro pede emprestado o subtĂ­tulo. As fotografias assumem a perspectiva participativa de quem de facto viveu os eventos por dentro, como foi o caso de JosĂ© Paulo Ferro, amigo e conhecido de vĂĄrios fotografados e entĂŁo estudante na ESBAL. Reconhecem-se alguns rostos pĂșblicos como AntĂłnio Amaral Pais, Miguel Sousa Tavares, ZĂ© Pedro (Xutos), Pedro Ayres MagalhĂŁes, Leonaldo de Almeida (FrĂĄgil, Lux) e parte do nĂșcleo que mais tarde, de uma ou outra forma, se envolveu no projecto da loja ClichĂ©: JoĂŁo Nogueira, Vera e Bernardo Futscher, Madalena Pinto Leite. As fotos (em preto-e-branco) mostram vida e cultura num perĂ­odo de enormes convulsĂ”es polĂ­ticas e sociais em Portugal. VĂĄrias destas casas que albergavam festas pertenciam a boas famĂ­lias fugidas para o Brasil e que, perante a ameaça de ocupação sumĂĄria, preferiram arrendĂĄ-las a grupos de pessoas que, em princĂ­pio, alguĂ©m da famĂ­lia conhecia. Abertas as portas, muito acontecia que nĂŁo seria aprovado por mentes conservadoras. Antes do FrĂĄgil, Rock House, Rock Rendez Vous, antes de o Bairro Alto existir como local de movida, eram estas movimentaçÔes que geravam laços, confiança, proporcionavam experiĂȘncias e motorizavam ideias.



"Roll Over fica como um retrato de uma Ă©poca que ainda estĂĄ (em certa medida estava) por fazer e que sem dĂșvida gerarĂĄ outros que o completem; numa Ă©poca em que a imagem digital faz desaparecer a importĂąncia da fotografia e do snapshot pela imensidĂŁo de imagens que se podem gerar em cada segundo, este Ă© um arquivo valioso para a memĂłria destes anos e que complementa qualquer histĂłria do “rock portuguĂȘs”. Mas Ă©-o sobretudo pelo estilo de aproximação, pela forma como sublinha a cena em detrimento do personagem individual que nela se destaca, o acto, em detrimento da pose, a dinĂąmica literal em detrimento do esteticismo." ([Margarida Medeiros]
"Isto Ă© certamente fotografia tribal. Havia entĂŁo outras tribos, com outras marcas identitĂĄrias. NĂłs – o JosĂ© Paulo, eu tambĂ©m – fazĂ­amos parte desta tribo. Mas nunca pensĂĄmos na publicação destas fotografias “escondidas” (conhecidas de poucos e quase todas inĂ©ditas) para alimentar o mercado da nostalgia e do narcisismo. Por mim, tento vĂȘ-las na sua dupla essĂȘncia: valiosos documentos sociolĂłgicos e espĂ©cimes da nobre arte da foto-reportagem." [JoĂŁo de Menezes-Ferreira]