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Everyone Good Is Called Molly
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Todos os anos há um fenómeno assim. Ou o fenómeno renova-se. Por vezes há mais do que um num ano. Finn Carraher McDonald é Nashpaints, membro dos Princ€ss, colaborador de Maria Somerville, e por esta altura é seguro pensar que não há um regresso do shoegaze - ou de outro género - a acontecer mas uma geração que se contaminou com a informação e ao invés de ser nostálgica, replicar, resolveu assumir a falta das coisas reais que lhes foram fabricadas na memória e criar a partir daí. Em “Everyone Good Is Called Molly” encontra-se Velvet Underground, My Bloody Valentine, Cocteau Twins (e outras coisas da 4AD), mas também uma mão dada com Cindy Lee, com coisas da Escho (Astrid Sonne, claro) e ML Buch. A fixação por géneros é um meio e não o caminho, e é por isso que Nashpaints - e outros contemporâneos, repetindo, Cindy Lee, Astrid Sonne, ML Buch, Maria Somerville - são mais do que mera música decorativa, mas a pop importante de hoje, como a pop de Ariel Pink e Panda Bear era importante nos 2000s e fez a revolução que tinha a fazer. Melodia e noise misturam-se, o passado destila a cada segundo como algo fresco e estas canções maravilhosas são pop e trágicas, cheias de graça e com o tumulto do que significa ser novo em 2026: daí haver alguma insegurança no som, o que o torna ainda mais fascinante. Onde não há insegurança é na forma como gosta de existir nesse não-lugar: não é nostalgia, não é uma homenagem, é o culto do novo olhando para o novo como objecto histórico. Uma anarquia sonora em forma de bombom. Há semanas que não conseguimos parar de ouvir isto.

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Todos os anos há um fenómeno assim. Ou o fenómeno renova-se. Por vezes há mais do que um num ano. Finn Carraher McDonald é Nashpaints, membro dos Princ€ss, colaborador de Maria Somerville, e por esta altura é seguro pensar que não há um regresso do shoegaze - ou de outro género - a acontecer mas uma geração que se contaminou com a informação e ao invés de ser nostálgica, replicar, resolveu assumir a falta das coisas reais que lhes foram fabricadas na memória e criar a partir daí. Em “Everyone Good Is Called Molly” encontra-se Velvet Underground, My Bloody Valentine, Cocteau Twins (e outras coisas da 4AD), mas também uma mão dada com Cindy Lee, com coisas da Escho (Astrid Sonne, claro) e ML Buch. A fixação por géneros é um meio e não o caminho, e é por isso que Nashpaints - e outros contemporâneos, repetindo, Cindy Lee, Astrid Sonne, ML Buch, Maria Somerville - são mais do que mera música decorativa, mas a pop importante de hoje, como a pop de Ariel Pink e Panda Bear era importante nos 2000s e fez a revolução que tinha a fazer. Melodia e noise misturam-se, o passado destila a cada segundo como algo fresco e estas canções maravilhosas são pop e trágicas, cheias de graça e com o tumulto do que significa ser novo em 2026: daí haver alguma insegurança no som, o que o torna ainda mais fascinante. Onde não há insegurança é na forma como gosta de existir nesse não-lugar: não é nostalgia, não é uma homenagem, é o culto do novo olhando para o novo como objecto histórico. Uma anarquia sonora em forma de bombom. Há semanas que não conseguimos parar de ouvir isto.

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Todos os anos há um fenómeno assim. Ou o fenómeno renova-se. Por vezes há mais do que um num ano. Finn Carraher McDonald é Nashpaints, membro dos Princ€ss, colaborador de Maria Somerville, e por esta altura é seguro pensar que não há um regresso do shoegaze - ou de outro género - a acontecer mas uma geração que se contaminou com a informação e ao invés de ser nostálgica, replicar, resolveu assumir a falta das coisas reais que lhes foram fabricadas na memória e criar a partir daí. Em “Everyone Good Is Called Molly” encontra-se Velvet Underground, My Bloody Valentine, Cocteau Twins (e outras coisas da 4AD), mas também uma mão dada com Cindy Lee, com coisas da Escho (Astrid Sonne, claro) e ML Buch. A fixação por géneros é um meio e não o caminho, e é por isso que Nashpaints - e outros contemporâneos, repetindo, Cindy Lee, Astrid Sonne, ML Buch, Maria Somerville - são mais do que mera música decorativa, mas a pop importante de hoje, como a pop de Ariel Pink e Panda Bear era importante nos 2000s e fez a revolução que tinha a fazer. Melodia e noise misturam-se, o passado destila a cada segundo como algo fresco e estas canções maravilhosas são pop e trágicas, cheias de graça e com o tumulto do que significa ser novo em 2026: daí haver alguma insegurança no som, o que o torna ainda mais fascinante. Onde não há insegurança é na forma como gosta de existir nesse não-lugar: não é nostalgia, não é uma homenagem, é o culto do novo olhando para o novo como objecto histórico. Uma anarquia sonora em forma de bombom. Há semanas que não conseguimos parar de ouvir isto.

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