
Everything Squared
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Se em tempos os Seefeel corporizaram uma certa interferĂȘncia shoegaze no territĂłrio da mĂșsica electrĂłnica representada pela editora Warp, a sua evolução estĂĄ correcta, julgando por "Everything Squared". O facto de a capa ser concebida pela Designers Republic liga o projecto Ă linha temporal da Warp e ao arranque desse perĂodo fĂ©rtil de electrĂłnica "inteligente". Mark Clifford e Sarah Peacock continuam a sustentar Seefeel e o que escutamos aqui Ă© sobretudo fiel Ă s suas paisagens monocromĂĄticas mas emotivas, como se se tratasse de uma criatura que evoluĂu (de novo essa palavra) organicamente, absorvendo influĂȘncia e estĂmulo de gĂ©neros musicais surgidos (e alguns desaparecidos?) ao longo deste sĂ©culo. Em 2010 talvez se chamasse witch house a este "estilo", mas quem observa Seefeel hĂĄ algum tempo (e houve oportunidade para novos ouvintes com as recentes reediçÔes) intuirĂĄ que nĂŁo existe propriamente um nome para esta articulação de ambiĂȘncia. Se "Multifolds" parece passear pelas margens do dub techno, "Lose The Minus" soa como My Bloody Valentine submergidos em "Selected Ambient Works II" (Aphex Twin). "Antiskeptic" puxa Boards Of Canada mas a batida Ă© tĂŁo expressiva que ultrapassa a referĂȘncia, entregando um resultado quase industrial. Abstracção contida, vozes fantasmagĂłricas como elfos que pairam sobre a arquitectura paisagista que termina em modo cinemĂĄtico, com vasto espaço parecendo abrir para diante em "End Of Here". SĂ©rio e fiel a uma personalidade.
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Se em tempos os Seefeel corporizaram uma certa interferĂȘncia shoegaze no territĂłrio da mĂșsica electrĂłnica representada pela editora Warp, a sua evolução estĂĄ correcta, julgando por "Everything Squared". O facto de a capa ser concebida pela Designers Republic liga o projecto Ă linha temporal da Warp e ao arranque desse perĂodo fĂ©rtil de electrĂłnica "inteligente". Mark Clifford e Sarah Peacock continuam a sustentar Seefeel e o que escutamos aqui Ă© sobretudo fiel Ă s suas paisagens monocromĂĄticas mas emotivas, como se se tratasse de uma criatura que evoluĂu (de novo essa palavra) organicamente, absorvendo influĂȘncia e estĂmulo de gĂ©neros musicais surgidos (e alguns desaparecidos?) ao longo deste sĂ©culo. Em 2010 talvez se chamasse witch house a este "estilo", mas quem observa Seefeel hĂĄ algum tempo (e houve oportunidade para novos ouvintes com as recentes reediçÔes) intuirĂĄ que nĂŁo existe propriamente um nome para esta articulação de ambiĂȘncia. Se "Multifolds" parece passear pelas margens do dub techno, "Lose The Minus" soa como My Bloody Valentine submergidos em "Selected Ambient Works II" (Aphex Twin). "Antiskeptic" puxa Boards Of Canada mas a batida Ă© tĂŁo expressiva que ultrapassa a referĂȘncia, entregando um resultado quase industrial. Abstracção contida, vozes fantasmagĂłricas como elfos que pairam sobre a arquitectura paisagista que termina em modo cinemĂĄtico, com vasto espaço parecendo abrir para diante em "End Of Here". SĂ©rio e fiel a uma personalidade.
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Se em tempos os Seefeel corporizaram uma certa interferĂȘncia shoegaze no territĂłrio da mĂșsica electrĂłnica representada pela editora Warp, a sua evolução estĂĄ correcta, julgando por "Everything Squared". O facto de a capa ser concebida pela Designers Republic liga o projecto Ă linha temporal da Warp e ao arranque desse perĂodo fĂ©rtil de electrĂłnica "inteligente". Mark Clifford e Sarah Peacock continuam a sustentar Seefeel e o que escutamos aqui Ă© sobretudo fiel Ă s suas paisagens monocromĂĄticas mas emotivas, como se se tratasse de uma criatura que evoluĂu (de novo essa palavra) organicamente, absorvendo influĂȘncia e estĂmulo de gĂ©neros musicais surgidos (e alguns desaparecidos?) ao longo deste sĂ©culo. Em 2010 talvez se chamasse witch house a este "estilo", mas quem observa Seefeel hĂĄ algum tempo (e houve oportunidade para novos ouvintes com as recentes reediçÔes) intuirĂĄ que nĂŁo existe propriamente um nome para esta articulação de ambiĂȘncia. Se "Multifolds" parece passear pelas margens do dub techno, "Lose The Minus" soa como My Bloody Valentine submergidos em "Selected Ambient Works II" (Aphex Twin). "Antiskeptic" puxa Boards Of Canada mas a batida Ă© tĂŁo expressiva que ultrapassa a referĂȘncia, entregando um resultado quase industrial. Abstracção contida, vozes fantasmagĂłricas como elfos que pairam sobre a arquitectura paisagista que termina em modo cinemĂĄtico, com vasto espaço parecendo abrir para diante em "End Of Here". SĂ©rio e fiel a uma personalidade.











