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A mĂșsica electrĂłnica na viragem do sĂ©culo demonstrava um fascĂnio assumido por glitch, numa tentativa de aproveitar uma das caracterĂsticas mais Ășnicas do som digital. ExperiĂȘncias de tentativa e erro, Ă altura, eram muitas vezes recompensadas com achados sonoros inauditos. Nesta era seminal da mĂșsica electrĂłnica, Dan Abrams, com um computador, procurava encontrar o que se escondia nos interstĂcios das notas MIDI atravĂ©s de um mĂłdulo especĂfico de som que lhe devolvia artefactos significativamente diferentes dos originais. Com os ensinamentos do dub na produção a transformarem ainda mais as fontes de som, contemplamos um disco de mĂșsica ambiental profĂ©tica. Pads celestiais bonitos, percussĂ”es esporĂĄdicas mais pontilhistas que propriamente incisivas numa ideia de ritmo, uma sensação de desterro ou de catapultamento para um espaço imaginado, muito afastado do mundo real, entre um quadro pacĂfico Ă imagem dos discos da New Age e um cenĂĄrio pĂłs-apocalĂptico silencioso, sereno. Flora e fauna especĂficas, prĂłprias da era digital e do imaginĂĄrio Y2K. Shuttle358 conseguiu antever o caos da entropia digital e criou um porto-seguro, um oĂĄsis sonoro para refĂșgio. "optimal" Ă© um marco, e de passagem obrigatĂłria para todos os que se dizem fĂŁs de mĂșsica ambiental.
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A mĂșsica electrĂłnica na viragem do sĂ©culo demonstrava um fascĂnio assumido por glitch, numa tentativa de aproveitar uma das caracterĂsticas mais Ășnicas do som digital. ExperiĂȘncias de tentativa e erro, Ă altura, eram muitas vezes recompensadas com achados sonoros inauditos. Nesta era seminal da mĂșsica electrĂłnica, Dan Abrams, com um computador, procurava encontrar o que se escondia nos interstĂcios das notas MIDI atravĂ©s de um mĂłdulo especĂfico de som que lhe devolvia artefactos significativamente diferentes dos originais. Com os ensinamentos do dub na produção a transformarem ainda mais as fontes de som, contemplamos um disco de mĂșsica ambiental profĂ©tica. Pads celestiais bonitos, percussĂ”es esporĂĄdicas mais pontilhistas que propriamente incisivas numa ideia de ritmo, uma sensação de desterro ou de catapultamento para um espaço imaginado, muito afastado do mundo real, entre um quadro pacĂfico Ă imagem dos discos da New Age e um cenĂĄrio pĂłs-apocalĂptico silencioso, sereno. Flora e fauna especĂficas, prĂłprias da era digital e do imaginĂĄrio Y2K. Shuttle358 conseguiu antever o caos da entropia digital e criou um porto-seguro, um oĂĄsis sonoro para refĂșgio. "optimal" Ă© um marco, e de passagem obrigatĂłria para todos os que se dizem fĂŁs de mĂșsica ambiental.
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A mĂșsica electrĂłnica na viragem do sĂ©culo demonstrava um fascĂnio assumido por glitch, numa tentativa de aproveitar uma das caracterĂsticas mais Ășnicas do som digital. ExperiĂȘncias de tentativa e erro, Ă altura, eram muitas vezes recompensadas com achados sonoros inauditos. Nesta era seminal da mĂșsica electrĂłnica, Dan Abrams, com um computador, procurava encontrar o que se escondia nos interstĂcios das notas MIDI atravĂ©s de um mĂłdulo especĂfico de som que lhe devolvia artefactos significativamente diferentes dos originais. Com os ensinamentos do dub na produção a transformarem ainda mais as fontes de som, contemplamos um disco de mĂșsica ambiental profĂ©tica. Pads celestiais bonitos, percussĂ”es esporĂĄdicas mais pontilhistas que propriamente incisivas numa ideia de ritmo, uma sensação de desterro ou de catapultamento para um espaço imaginado, muito afastado do mundo real, entre um quadro pacĂfico Ă imagem dos discos da New Age e um cenĂĄrio pĂłs-apocalĂptico silencioso, sereno. Flora e fauna especĂficas, prĂłprias da era digital e do imaginĂĄrio Y2K. Shuttle358 conseguiu antever o caos da entropia digital e criou um porto-seguro, um oĂĄsis sonoro para refĂșgio. "optimal" Ă© um marco, e de passagem obrigatĂłria para todos os que se dizem fĂŁs de mĂșsica ambiental.











