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Safe In Harbour
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Safe In Harbour

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Depois de uma aventura que não colheu a unanimidade que estava prevista nas escrituras – a ida ao cofre da ECM em 2011 -, Ricardo Villalobos e Max Loderbauer voltam-se a encontrar para uma prova mais tenra, mais directa e mais imediatamente sedutora. Vilod é o nome de grupo – a produção dos dois talvez prometa mais capítulos para breve – e este “Safe In Harbour” atira a electrónica do duo para terrenos jazzísticos de geometria variável. Em termos rítmicos, a pulsação falsamente desorganizada de Villalobos preenche grande parte do espectro sonoro, aliando-se em alguns dos temas à percussão realista que amplifica o factor jazz, mesmo que este largue um lastro cibernético. Nesses momentos apenas nos vem à boca o sabor clássico de Flanger – outra dupla germânica com ponte sul-americana -, onde um ar latino invade os circuitos e contamina um techno que nunca se assume mas que nunca desaparece. Para quem tem o hábito de consumir sem moderação a música de Villalobos e Loderbauer, “Safe In Harbour” é um vício quase interminável, cheio de todas as substâncias que nos obrigam a fazer a vénia aos dois músicos. Um senão? As sete faixas não poderem somar sete horas, porque quase tudo o que ouvimos parece ter capacidade elástica para nos deleitar durante horas a fio. Sem surpresa, um álbum único, super elegante e altamente contagiante.

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Depois de uma aventura que não colheu a unanimidade que estava prevista nas escrituras – a ida ao cofre da ECM em 2011 -, Ricardo Villalobos e Max Loderbauer voltam-se a encontrar para uma prova mais tenra, mais directa e mais imediatamente sedutora. Vilod é o nome de grupo – a produção dos dois talvez prometa mais capítulos para breve – e este “Safe In Harbour” atira a electrónica do duo para terrenos jazzísticos de geometria variável. Em termos rítmicos, a pulsação falsamente desorganizada de Villalobos preenche grande parte do espectro sonoro, aliando-se em alguns dos temas à percussão realista que amplifica o factor jazz, mesmo que este largue um lastro cibernético. Nesses momentos apenas nos vem à boca o sabor clássico de Flanger – outra dupla germânica com ponte sul-americana -, onde um ar latino invade os circuitos e contamina um techno que nunca se assume mas que nunca desaparece. Para quem tem o hábito de consumir sem moderação a música de Villalobos e Loderbauer, “Safe In Harbour” é um vício quase interminável, cheio de todas as substâncias que nos obrigam a fazer a vénia aos dois músicos. Um senão? As sete faixas não poderem somar sete horas, porque quase tudo o que ouvimos parece ter capacidade elástica para nos deleitar durante horas a fio. Sem surpresa, um álbum único, super elegante e altamente contagiante.

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Depois de uma aventura que não colheu a unanimidade que estava prevista nas escrituras – a ida ao cofre da ECM em 2011 -, Ricardo Villalobos e Max Loderbauer voltam-se a encontrar para uma prova mais tenra, mais directa e mais imediatamente sedutora. Vilod é o nome de grupo – a produção dos dois talvez prometa mais capítulos para breve – e este “Safe In Harbour” atira a electrónica do duo para terrenos jazzísticos de geometria variável. Em termos rítmicos, a pulsação falsamente desorganizada de Villalobos preenche grande parte do espectro sonoro, aliando-se em alguns dos temas à percussão realista que amplifica o factor jazz, mesmo que este largue um lastro cibernético. Nesses momentos apenas nos vem à boca o sabor clássico de Flanger – outra dupla germânica com ponte sul-americana -, onde um ar latino invade os circuitos e contamina um techno que nunca se assume mas que nunca desaparece. Para quem tem o hábito de consumir sem moderação a música de Villalobos e Loderbauer, “Safe In Harbour” é um vício quase interminável, cheio de todas as substâncias que nos obrigam a fazer a vénia aos dois músicos. Um senão? As sete faixas não poderem somar sete horas, porque quase tudo o que ouvimos parece ter capacidade elástica para nos deleitar durante horas a fio. Sem surpresa, um álbum único, super elegante e altamente contagiante.

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